Entidade defendeu o coaching profissional e afirmou que o uso inadequado da palavra prejudica especialistas que seguem critérios técnicos e éticos
A polêmica envolvendo Ana Paula Renault e o termo “coach” ganhou um novo capítulo.
Durante uma palestra sobre storytelling estratégico para novos negócios, Ana Paula explicou que não gosta de ser chamada de “coach”. Segundo ela, o termo acabou sendo associado a promessas de transformação rápida e a pessoas sem formação técnica ou científica para atuar na área.
A declaração, porém, não passou despercebida entre os profissionais do segmento. A ICF, entidade que representa o setor internacionalmente, publicou um posicionamento sobre o assunto.
ICF responde às críticas de Ana Paula Renault
O capítulo brasileiro da organização afirmou que o “uso inapropriado” da palavra coach prejudica profissionais que atuam de acordo com padrões estabelecidos pela área.
A entidade concordou com a crítica às chamadas promessas de resultados fáceis, mas fez uma ressalva: para a ICF, não é correto colocar todos os profissionais de coaching na mesma categoria.
Segundo a organização, o coaching profissional segue critérios técnicos, princípios éticos e referências científicas. Dessa forma, o problema estaria menos na profissão e mais na utilização indiscriminada do título.
Entidade cita Ana Paula nominalmente
No posicionamento, a ICF mencionou diretamente Ana Paula Renault e afirmou que associar o coaching profissional às práticas criticadas pela jornalista contribui para a “banalização do termo”.
A entidade também chamou atenção para a possibilidade de pessoas se apresentarem como coaches sem necessariamente terem a preparação técnica considerada necessária para exercer a atividade.
O debate, portanto, ganhou contornos maiores do que a preferência pessoal de Ana Paula pelo uso da palavra. De um lado, a jornalista questiona a associação do termo a métodos considerados simplistas e a profissionais sem formação adequada. Do outro, a ICF defende que existe uma diferença entre essas práticas e o coaching profissional regulamentado por padrões técnicos e éticos.
A manifestação da entidade abre espaço para uma discussão antiga no mercado: quem pode se apresentar como coach e quais critérios devem ser considerados para diferenciar profissionais qualificados daqueles que apenas utilizam o título.
