Entidade internacional saiu em defesa do coaching profissional depois de Ana Paula Renault rejeitar o rótulo de “coach” e associá-lo a fórmulas milagrosas e falta de rigor técnico. A discussão que começou no palco do Startup Summit 2026 ganhou resposta oficial.
Na palestra que virou assunto, Ana Paula falou sobre storytelling estratégico para novos negócios, mas deixou claro que não gosta de ser chamada de “coach”. Segundo ela, o termo acabou associado a fórmulas milagrosas e a gente sem estudo técnico ou científico. Pois bem. Os coaches ouviram. E responderam.
O capítulo brasileiro da ICF afirmou que o “uso inapropriado” da palavra coach prejudica os profissionais sérios do setor. A entidade diz concordar com a crítica às promessas de resultados fáceis, mas contesta a generalização e sustenta que o coaching profissional legítimo é baseado em rigor técnico, parâmetros éticos e bases científicas.
Ana Paula colocou em voz alta uma rejeição ao termo que existe há tempos; a ICF respondeu que o problema não é o coaching profissional, mas quem usa o título sem preparo.
Fonte: Jornal de Brasília: https://jornaldebrasilia.com.br/entretenimento/katia-flavia/icf-reage-a-ana-paula-renault-apos-critica-a-coaches-prejudica-toda-a-categoria/
Posicionamento enviado pela ICF Brasil
Este posicionamento foi enviado pelo time de Relações com a Imprensa da ICF, a CDI, diretamente ao jornalista responsável pela coluna no Jornal de Brasília.
Essa iniciativa faz parte do trabalho contínuo de reputação e posicionamento da ICF, acionado sempre que identificamos matérias que utilizam os termos “coach” ou “coaching” de forma incorreta.
Texto enviado ao Jornal de Brasília: O capítulo Brasil da International Coaching Federation (ICF), maior associação global de coaches fundada em 1995, presente em 143 países e com mais de 60 mil membros, manifesta que o uso inapropriado do termo “coach” prejudica fortemente toda a categoria e os profissionais sérios que atuam na área. A jornalista Ana Paula Renault, em palestra no Startup Summit 2026, justificou sua recusa ao termo associando-o a “fórmulas milagrosas” e à falta de rigor técnico e acadêmico. A ICF esclarece que compartilha da preocupação contra promessas de resultados fáceis e reforça que o coaching profissional legítimo é uma atividade séria, pautada por rigor técnico e bases científicas. Portanto, associar a profissão a esse tipo de simplificação inadequada apenas intensifica a banalização do termo. Os riscos de qualquer pessoa se intitular “coach” sem condições técnicas para tanto são os mesmos de alguém se intitular, por exemplo, jornalista ou outra profissão que não possua uma estrutura verdadeiramente representativa, que cuide e garanta a boa prática profissional norteada por altos parâmetros de qualidade e ética aceitos mundialmente.
